No caminho, o personagem-protagonista
se depara com vários acontecimentos lúgubres. Logo no início de sua jornada dá
de cara com um defunto que estava sendo conduzido por dois homens até o
cemitério. E se propõe a carregá-lo no lugar de um dos dois. Este moribundo
representa a companhia da morte ao longo de todo o percurso, como também, a
luta pela terra, visto que tratava-se de um lavrador , cuja morte foi fruto da
pistolagem de fazendeiros para tomar-lhe a terra.
Severino perde-se naquele agreste, na imensidão do leito seco do rio Capibaribe. Cansado da viagem ele a interrompe por um tempo. Procura um trabalho, entretanto, o único ofício que encontra é o de rezadeira, para o qual não é apto. Chega à Zona da Mata e mais uma vez dá uma pausa na travessia. Aflora nele a esperança de mudar de vida ao se aproximar do mar, porque ali a terra é boa e a água jorra nas cacimbas.
Vê ao longe os campos verdejantes de cana, mas a miséria dos trabalhadores é a mesma. Nesta ocasião, assiste a um enterro de um trabalhador braçal que nunca viu seu sonho se realizar: a reforma agrária.
A desilusão é inevitável devido a tanta miséria que vê. E Severino almeja chegar logo no litoral. Ufa! Finalmente o nosso herói chega ao seu destino.
Infelizmente, o último fio de esperança foi desfeito ao saber que naquele lugar os retirantes não tinham direito nem a um enterro digno. Restava a eles apenas a indigência. Estava na capital, mas o sofrimento era o mesmo. O que vê nos manguezais são homens misturados ao barro, vivendo em condições precárias, morando em barracos. Isso foi a gota d'água que faltava para o retirante entrar em desespero e querer afogar-se. O mesmo rio que havia lhe desapontado antes, agora estava ali para servir-lhe de aparato funeral. Porém aproxima-se dele um morador daquele mangue, " Seu José, mestre carpina", depois de ser indagado pelo retirante sobre a profundidade do rio, com sua sabedoria de muitos anos de vida severina, desperta-lhe alguma esperança.
Eis que Seu José é interrompido por uma vizinha que lhe dá a notícia tão aguardada: o nascimento do seu filho. Severino os acompanha e presencia a homenagem que os vizinhos fazem à criança. E os presentes que a ela são oferecidos. A boa nova foi anunciada por duas ciganas que leram a sorte do menino: "mesmo sendo uma criança de sete meses, raquítica, terá uma vida melhor que a de seus pais."
Seu José pergunta a Severino se ainda vale a pena se matar depois de presenciar o nascimento da própria vida e ele se convence de que a morte não compensa, ainda que a vida seja como a dele: severina.
Severino perde-se naquele agreste, na imensidão do leito seco do rio Capibaribe. Cansado da viagem ele a interrompe por um tempo. Procura um trabalho, entretanto, o único ofício que encontra é o de rezadeira, para o qual não é apto. Chega à Zona da Mata e mais uma vez dá uma pausa na travessia. Aflora nele a esperança de mudar de vida ao se aproximar do mar, porque ali a terra é boa e a água jorra nas cacimbas.
Vê ao longe os campos verdejantes de cana, mas a miséria dos trabalhadores é a mesma. Nesta ocasião, assiste a um enterro de um trabalhador braçal que nunca viu seu sonho se realizar: a reforma agrária.
A desilusão é inevitável devido a tanta miséria que vê. E Severino almeja chegar logo no litoral. Ufa! Finalmente o nosso herói chega ao seu destino.
Infelizmente, o último fio de esperança foi desfeito ao saber que naquele lugar os retirantes não tinham direito nem a um enterro digno. Restava a eles apenas a indigência. Estava na capital, mas o sofrimento era o mesmo. O que vê nos manguezais são homens misturados ao barro, vivendo em condições precárias, morando em barracos. Isso foi a gota d'água que faltava para o retirante entrar em desespero e querer afogar-se. O mesmo rio que havia lhe desapontado antes, agora estava ali para servir-lhe de aparato funeral. Porém aproxima-se dele um morador daquele mangue, " Seu José, mestre carpina", depois de ser indagado pelo retirante sobre a profundidade do rio, com sua sabedoria de muitos anos de vida severina, desperta-lhe alguma esperança.
Eis que Seu José é interrompido por uma vizinha que lhe dá a notícia tão aguardada: o nascimento do seu filho. Severino os acompanha e presencia a homenagem que os vizinhos fazem à criança. E os presentes que a ela são oferecidos. A boa nova foi anunciada por duas ciganas que leram a sorte do menino: "mesmo sendo uma criança de sete meses, raquítica, terá uma vida melhor que a de seus pais."
Seu José pergunta a Severino se ainda vale a pena se matar depois de presenciar o nascimento da própria vida e ele se convence de que a morte não compensa, ainda que a vida seja como a dele: severina.
Fotos:
Autor : João Cabral de Melo Neto( nasceu na cidade de Recife - PE, no dia 09 de janeiro de 1920, na rua da Jaqueira (depois Leonardo Cavalcanti), segundo filho de Luiz Antônio Cabral de Melo e de Carmem Carneiro-Leão Cabral de Melo.)
Algumas capas do livro :

.jpg)
.jpg)

.jpg)



Nenhum comentário:
Postar um comentário